VIDA SECA
A chuva forte cai cruel
E forte molha, escorre, alaga
Mas meu peito, abrasante Saara
Permanece seco, estéril, árido
Chuva forte, dura, tudo molha
Invade os bueiros, calçadas, ruas
Mas não molha esse coração
Invadido pela estiagem do sentimento
Peito forte, duro, todo seco
A tristeza doída e seca
Me invade qual chuva torrencial
Mas não molha, tudo seca
Estou doído, árido, ressequido
Nesse ávido coração-sertão
Há muito já não brota amor
Se brota algo, é rasteiro, e é dor
Olhos secos de lágrimas
Peito seco de sentimento
Coração seco de mágoa
Vida seca de amor
® Edvaldo
José – 05/03/2006
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